O que dominou foi a disfunção erétil
Durante o atendimento aos homens na carreta do Movimento pela Saúde Masculina, eles chegaram ao mesmo resultado: a maioria das queixas foi em relação a problemas sexuais, principalmente a ejaculação precoce e com uma faixa etária acima dos 50 anos de idade. Dr. André Mota, Dr. Plínio Marcelo Storti e Dr. Orlando Sanches foram alguns dos médicos que atenderam pelo Movimento em Guarulhos e eles deixaram suas impressões.
Dr. André Mota – “O atendimento foi tranquilo. O pessoal já veio de certo modo entendendo o que era a carreta do Movimento. O que me chamou a atenção foi um paciente que há 9 anos não tem relação, ele não conseguia porque ejaculava rápido. Não teve iniciativa de procurar ajuda, a esposa não o procurava e ele não queria buscar mulher de fora. Foi a coisa mais curiosa que eu atendi hoje. A faixa etária me surpreendeu, a falta de jovens abaixo de 30 anos que não chegou a 2%. A grande maioria acima dos 50 anos, diferente do consultório.” Ele conta que uns 70% dos homens queixaram-se de problema sexual, a maioria por motivos mistos (orgânicos e psicológicos), e a ejaculação precoce dominou. “É o grande fantasma. Isso leva a uma menor frequência sexual, ele tem medo do fracasso e não arrisca.”
Dr. Plínio Marcelo Storti – “A satisfação do paciente é a nossa avaliação. Aqui na carreta nada mais é que uma orientação, é tentar mostrar para o paciente que não existe esse pecado todo de se passar pelo urologista. Mostrar pra ele que é fácil, que é tranqüilo e que não tem nenhum bicho papão aqui dentro.” O Dr. Plínio buscou orientar os pacientes para que eles tenham uma visão melhor do assunto. Como trabalha em posto de saúde do município, ele encaminhou os homens atendidos para o programa da unidade básica de saúde do posto, onde ele dará segmento. “Então não vai ficar aquele negócio: eu viro minhas costas e vou embora, o paciente vira as costas e vai embora e fica por isso mesmo. Esse atendimento teve uma função. O paciente sai daqui com uma orientação e um segmento. Ele não está perdido, deu-se um rumo a ele.” – explica. “A maior reclamação foi a disfunção erétil, a ejaculação rápida e muito pouco sobre próstata. Porém, a minha atitude foi a seguinte: eu orientei sobre próstata, falei quais são as características básicas, sobre a sintomatologia, sobre a parte da sexualidade, de uma parte emocional e psicogênica. Num bate papo, conversando com o paciente, se consegue passar isso. Eles acabaram saindo bem.” A maior parte dos homens por ele atendidos também estavam na faixa etária acima dos 50 anos, mas teve uma boa média de jovens entre os 23 e 27 anos.
Dr. Orlando Sanches – “O maior número de queixas aqui ou de orientação foi quanto a sexualidade, uma minoria sobre a parte prostática. Não veio nenhum jovem extremamente jovem. A faixa etária foi acima dos 50 anos.” O Dr. Orlando levanta um ponto importante no atendimento ao homem que sofre com problemas sexuais, ele relata que “falta escola, falta instrução”. O homem busca o urologista achando que um comprimido vai resolver todos os seus problemas. “Ele quer que faça uma poção mágica e assim ele vai ter ereção por quanto tempo ele quiser e a hora que ele quiser. Mas o paciente é hipertenso, não controla, não faz dieta e não toma remédio ou é diabético, mas não faz controle, não toma medicamento e não faz dieta. O diabético levou a insuficiência renal, ele começou a fazer diálise porque o rim não está funcionando bem e ele não continuou a fazê-la. Não faz tratamento nenhum e ele quer ter relação pelo menos 3 vezes por semana e não liga a doença à ereção. Todas essas doenças são ignoradas. Ele procura a poção, o milagre que faça ele ficar vivo, mas sendo diabético ou hipertenso ou cardiopata ou com insuficiência renal isso não adianta. Ele não quer controlar nada disso e o encaminhamento feito pelo urologista para um nefrologista, um endocrinologista, um cardiologista, com certeza ele não irá procurar nenhum deles. Vai ficar andando a caça de alguém que lhe dê um remedinho e ele possa eventualmente colocar uma prótese peniana gratuita. Cuidar do que está afetando a sua função não é importante. É um exemplo para mostrar a que ponto chega a ignorância e o desconhecimento. Ignorância porque ele está consciente que tem que tratar isso, ele tem a informação.” Ele também fala da importância da mulher ao lado do homem: “Veio uma mulher para o atendimento com o marido. Ele, por uma inibição muito grande, não consegue explicar tudo que ele tem, então foi importante a presença da mulher para explicar toda a parte da sexualidade do casal. Ela foi a porta-voz do casal. Ele não sabia nem que caminho seguir. Ela veio para falar porque ele não fala, ele esconde os fatos, é inibido.” Ele fala do erro no uso da terminologia “prevenção” quando o assunto é o câncer de próstata, de mama, de colo de útero, etc. “Não deveria ser colocado dessa maneira. O paciente acha que o médico vai dar o remedinho, vai fazer o exame e ele nunca vai ter câncer de próstata. Cabe a orientação sobre o diagnóstico precoce, antes de qualquer sintomatologia. Aí sim eu julgo que é por uma falta de informação.” Ele acha que o Movimento pela Saúde Masculina deve ser feito com frequência. “Não adianta fazer isso agora e depois fazer de novo daqui 5 anos. Tem que ter continuidade.” – finaliza.
Publicado na área de imprensa, seção: Dia-a-dia da caravana



















Os relatos que os referidos médicos fizeram, foram excelentes, realmente infelizmente ainda hoje existem muitos preconceitos da grande maioria de homens em relação aos tratamentos das disfunções eretíl,ejaculações precoce,e próstata, parabens aos médicos que fizeram essas pesquizas.
Quero agradecer a SBU esta experiencia fantástica. Trabalhar ao lado do meu mentor na Urologia, Dr Orlando, me traz orgulho e alegria.
Tenho certeza que todos os atentidos sairam do “caminhão” conscientes da importância da prevenção das dças.
muito bons os comentariosdos srs. doutores. Faço regularmente exame de prostata e recomendo a todos os homens acima dos 40 anos a faze-lo. Abaixo o preconceito.
mais uma vez retorno com a certeza de que um dos maiores problemas da não procura por este tipo de atedimento não é só o pré-comceito do lado da vitima mais também o receio do atendimento não vir de encontro ao seu desejo,dai uma coisa bloqueia a outra,ou seja,quando nós homens tomamos uma decisão de ir a procura, se o atedente não forsucetivel daí a coisa não rola,ou seja cada dia fica mais distante de ser atendido e poraí vai.