A borracha e o Guaporé

28 de março de 2011.

A Praça Aluízio Ferreira receberá o Movimento pela Saúde Masculina nos próximos três dias e foi construída pelo Governador Jesus Bulemarque Hossana, em 1953. Ela leva o nome do militar e político brasileiro que nacionalizou a Ferrovia Madeira Mamoré, além de atuar na criação do Estado de Rondônia, antes conhecido por Território Federal do Guaporé. Aluízio Ferreira foi o primeiro governador da região e seu mandato se deu entre 1943 e 1946. 

Crianças brincam na margem do Rio Madeira, no Parque Memorial Madeira Mamoré

Muito próximo à Praça Aluízio Ferreira, à beira do Rio Madeira, fica um pedaço dos pontos turísticos e históricos mais importantes de Rondônia. A Ferrovia Madeira Mamoré, construída entre 1907 e 1912, teve o principal objetivo de ligar Porto Velho e Guajará Mirim para transpor o trecho de cachoeiras do Rio Madeira e facilitar a exportação de borracha e outras mercadorias bolivianas e brasileiras.

Hoje em dia só vemos crianças brincando nas margens do Rio Madeira (foto acima), próximo aos trilhos por onde a ferrovia passava, mas a história desta grande obra também foi marcada pela morte de muitos trabalhadores que desbravaram o território desconhecido e não resistiram às dificuldades. Depois de 54 anos de operação e muitos prejuízos, em 1966, o Presidente da República Castelo Branco desativou a ferrovia e transferiu todo o transporte de carga para as atuais rodovias BR 425 e BR 364. De 1981 a 2000 a linha foi utilizada para passeios turísticos e em 2005 foi definitivamente tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (iPHAN). 

Nos arredores dos trilhos e composições que ainda resistem ao efeito do tempo foi construído o Parque Memorial Madeira Mamoré. Toda a semana, centenas de pessoas circulam pelo local para passear de barco, andar de bicicleta e desfrutar de atividades populares como feiras de artesanato e shows. Na foto, uma criança brinca em uma das locomotivas tombadas no Parque.

Criança brinca em locomotiva do Parque Memorial Madeira Mamoré

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Os 600 do Acre

26 de março de 2011.

A caravana do Movimento pela Saúde Masculina ficou cinco dias na Praça Eurico Dutra, cidade Rio Branco, no Estado do Acre. A população masculina se envolveu e participou em peso. Aproximadamente 600 homens receberam orientação sobre doenças relacionadas à próstata, disfunção erétil, entre outras queixas.

A imprensa visitou a carreta e foi antendida pelo Dr. Mauro Cezar Trindade, membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

 No terceiro dia o Governador do Estado, Tião Viana (PT), visitou a carreta e afirmou que muito em breve todos sentirão diferença no atendimento urológico fornecido pelo Governo.

 
Por todo lugar que a caravana passa é assim: Piadas animadas na fila de espera. Na foto, homens pedem por uma foto enquanto esperam a entrega da senha de atendimento. Último dia.

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Em época de chuva…

22 de março de 2011.

É fato. Muitos homens nunca consultaram um urologista. No primeiro dia do Movimento pela Saúde Masculina na capital Acreana conversamos com 131 homens e constatamos que 74 deles conversariam pela primeira vez com o especialista. Vale destacar que o mais velho tem 87 anos. 

Esta realidade é comum em outras cidades brasileiras, mas em cada lugar encontramos explicações diferentes para este comportamento. Dr. Mauro Cezar Trindade, acreano e membro da Sociedade Brasileira de Urologia, evidenciou uma peculiaridade da região Amazônica: “Quem vive fora da capital tem acesso muito restrito a qualquer tipo de serviço. Temos muitas comunidades ribeirinhas ou alocadas em colônias de fazendas. Durante a época de chuva, que dura em média cinco meses, essas pessoas ficam isoladas, sem acesso a médicos e hospitais.”

O Estado do Acre tem 707 mil habitantes, segundo o Censo 2010, e conta com uma equipe médica com apenas 6 (seis) urologistas. Há mais ou menos 10 anos o Governo do Estado começou a investir no ensino de medicina e recentemente em transplantes de rim. A expectativa é aumentar o incentivo aos profissionais para exercerem suas funções no Estado natal e não migrarem para grandes capitais como São Paulo e Rio de Janeiro.

Além da deficiência no sistema público de saúde, comum em todo o Brasil, talvez  o clima seja mesmo uma das explicações para a grande adesão da população acreana ao Movimento pela Saúde Masculina. Na foto, o dia de sol revelou mais de 200 homens em fila na rampa do Palácio do Governo, Praça Eurico Dutra.

Movimento pela Saúde Masculina no Acre

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De volta à estrada! 2011 promete

18 de março de 2011.

Praça Eurico Dutra (Rio Branco / Acre)

A caravana do Movimento pela Saúde Masculina voltou à estrada na última quarta-feira. Partimos da capital de São Paulo para percorrer 3,6 mil quilômetros que nos levarão até a cidade mais populosa do Estado do Acre, com 335.796 habitantes. 

Rio Branco é a primeira cidade da edição 2011 do Movimento pela Saúde Masculina. De 22 a 26 de março, nossa carreta adaptada em consultório ficará na Praça Eurico Dutra (Av. Getúlio Vargas, s/n), das 9 às 17 horas. Médicos urologistas darão orientação gratuita sobre doenças relacionadas à próstata, disfunção erétil, DAEM (Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino), ocorrências comuns entre os homens.

Para quem chega agora ao Blog da Caravana, o Movimento pela Saúde Masculina é um projeto idealizado pela Sociedade Brasileira de Urologia, que desde o ano passado percorre cidades brasileiras prestando o serviço de orientação médica gratuita e conscientizando o homem sobre a importância de consultas e exames preventivos.  Dados revelam que eles vivem em média 7 anos a menos que as mulheres por não darem a atenção devida ao acompanhamento médico, que deve ser feito desde sempre, mas principalmente a partir dos 40 anos.

Em 2010 a caravana visitou 22 cidades brasileiras das regiões Sul, Sudeste, Centro Oeste e Nordeste e recebeu a participação de 10 mil homens. Este resultado levou a campanha a outros patamares, o que gerou um novo roteiro, agora por cidades do Norte e Nordeste.   

Até o início de maio, passaremos por Porto Velho (RO), Manaus (AM), Belém (PA), São Luis (MA) e Teresina (PI). Em nosso site você encontra o cronograma com datas e endereços, além de informações sobre as doenças abordadas pela campanha. Aqui, no Blog da Caravana, você verá o dia a dia da campanha, detalhes e curiosidades sobre as cidades visitadas, além de dicas médicas, depoimentos e informações sobre a saúde do homem. 

Está dado o recado! Siga o Movimento pela Saúde Masculina no Twitter: @saude_masculina. Espalhe esta idéia! Qualidade de vida e saúde para os homens é o que nós queremos!

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A estrutura do Movimento é “coisa de primeiro mundo”

19 de agosto de 2010.

Dr. Homero Nepomuceno Duarte.

O Diretor do Departamento de Atenção Especializada da Secretaria Municipal de Saúde de São Bernardo do Campo, o Dr. Homero Nepomuceno Duarte, visitou a carreta do Movimento pela Saúde Masculina e elogiou essa iniciativa da Sociedade Brasileira de Urologia, além de responder algumas perguntas sobre a saúde em São Bernardo do Campo e no Brasil.

Blog: Qual é a maior incidência de morte de homens em São Bernardo do Campo?
Dr. Homero: Tirando as mortes por causas violentas que estão em primeiro lugar como causa de óbito na população masculina, nós temos um perfil de mortalidade aqui semelhante à de outras regiões do Brasil. Em primeiro lugar, por doenças cardiovasculares, destaque para o infarto e para o derrame cerebral e por doenças ligadas especificamente a área masculina, que é o câncer de próstata, problemas do testículo que não ocupam um lugar grande estatisticamente, mas elas vêm aumentando e poderiam diminuir se o homem tivesse o hábito de se prevenir, de fazer os tratamentos preventivos a partir dos 40 anos de idade, assim eles detectariam essas doenças muito no começo e não chegariam até o estágio onde não tem mais como haver a cura. Portanto, o grande problema é estar na mente do homem a necessidade da prevenção.

Blog: Como é o atendimento no município? Há urologista na rede pública?
Dr. Homero: Nós temos uma quantidade de urologistas na rede pública, inclusive nós temos a Faculdade de Medicina do ABC que tem formação na área urológica, porém a quantidade de médicos que nós dispomos na rede para atender a nossa população masculina não é suficiente. São Bernardo é um município de quase 900 mil habitantes, sendo cerca de 300 mil homens, é um contingente bastante grande necessitando de ações e programas de tratamento, então é um programa que tem uma dificuldade muito grande de acesso e que nós temos que melhorar e capacitar nossos recursos humanos e uma iniciativa como essa (a carreta do Movimento pela Saúde Masculina) da Sociedade Brasileira de Urologia é bem vinda, inclusive no intuito de cobrir essa deficiência que o setor público tem.

Fila para retirar a senha de atendimento em São Bernardo do Campo. (foto: Danny Yin)

Blog: Quais são as políticas de saúde de São Bernardo?
Dr. Homero: Voltada para o público masculino jovem, nós temos os programas de prevenção, não só da gravidez, que é orientar o homem e não só a mulher porque ele também tem responsabilidade, como também das doenças sexualmente transmissíveis, principalmente, a questão da AIDS. E para a população da terceira idade, o projeto de prevenção e de tratamento do câncer de próstata que é onde nós temos a maior dificuldade de acesso.

Blog: Como médico, o senhor acha que o homem já tem consciência dos males causados pela disfunção erétil e pela a andropausa?
Dr. Homero: O Brasil é um país onde a gente tem, do ponto de vista médico, as doenças ainda relacionadas com os países subdesenvolvidos, como doenças infectocontagiosas e, ao mesmo tempo, a gente convive com doenças consideradas de países desenvolvidos, como doenças degenerativas, o Alzheimer, a própria obesidade, doenças cardiovasculares. Na população, você encontra um grande contingente de homens que ainda não conseguiram ter esse discernimento e ainda vem a questão sexual muito ligada somente à parte física e reprodutiva e que tem dificuldade de acesso, quando tem um problema desses, principalmente a disfunção erétil, acabam recorrendo a coisas que não tem comprovação científica nenhuma ou ao uso indiscriminado de medicação. Até existe esse mercado paralelo que depende da venda desses remédios. Já a Andropausa é muito longe desse contingente. Agora por outro lado, a gente já tem um contingente de homem bastante significativo, com educação e acesso a informação que tem um grau de consciência maior, o homem está integrando, interagindo, sabendo também que quando ele chega numa fase, ele tem uma queda de hormônio e relaciona a questão sexual com a saúde, a vitalidade, a prevenção, ou seja, qualquer política pública de saúde no Brasil não pode desconsiderar que estamos em um país heterogêneo, onde se convive com realidades completamente diferentes, portanto tem que ter estratégias diferentes para esses vários públicos, senão ela não vai ter sucesso. Devido ao nosso sistema educacional e social que é muito complicado, muitas pessoas não sabem interpretar o que elas lêem e nem o que elas ouvem. O problema não é só de informação, é de se entender a informação. Infelizmente é isso que nós temos. Celso Furtado já dizia: São dois Brasis, um é a Bélgica e o outro é a Índia, convivendo num mesmo território. Tem-se um contingente que vive igual a Bélgica que poderia ser de 25 a 30% da população que num país com 190 milhões de pessoas não é pouco, é maior que vários países europeus e pessoas tem acesso a informação, internet, TV a cabo, escola, universidade e outro 70% que ainda estão em uma situação muito complicada, de difícil acesso a informação e quando essa informação chega, não sabe interpretar.

Blog: O que é feito para controlar a venda de medicamentos falsos no município?
Dr. Homero: A vigilância sanitária tem feito o trabalho de fiscalização, mas ela consegue fiscalizar o comércio regular, farmácias, consultórios. Mas esse tipo de coisa (venda de medicamentos falsos) não se dá num comércio regular, às vezes um farmacêutico tem acesso a uma entrega de medicamento não muito adequado, mas é a minoria. A maioria dessas pessoas adquire isso em camelô, em comércio informal, em bares, locais onde são de difícil acesso para o poder público. Nos primeiros 500 anos de Brasil, já deu para se constituir como país e só nos próximos 500 anos para virar uma nação. Estamos na transição, vendo um lado bem atrasado e também convivendo com um lado bastante moderno. Como a estrutura que se tem aqui (referindo-se à estrutura do Movimento pela Saúde Masculina), é coisa de primeiro mundo e vai ver unidades de saúde que nós temos como Vila São Pedro e outros bairros que não tem nem saneamento básico e que as crianças sofrem de verminose. O Brasil é um país suigeneris.

Após pegarem a senha, os homens se encaminham para a carreta do Movimento. (foto: Danny Yin)

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Urologista – o médico do homem

14 de agosto de 2010.

Dr. Walter Antônio Melarato Júnior é urologista em Santos, Membro Titular da SBU e Delegado da SBU, seccional São Paulo. Ele trabalha no Hospital Universitário Guilherme Álvaro e monitora um grupo de residentes de cirurgia geral ligado à Faculdade de Medicina de Santos. Além de atender em seu consultório em Santos, ele atende a rede pública de saúde da prefeitura de São Vicente e do Estado. Ele conta que a procura ao urologista em Santos é muito grande, pois há muitos anos existem campanhas de orientação sobre as doenças masculinas. “Nós realizamos a Semana da Saúde do Homem, o Dia da Próstata e já viemos a vários anos fazendo campanha tentando conscientizar os homens. Como toda saúde pública no país, existe a dificuldade de acesso, o tempo de demora para um atendimento e para a realização do exame, mas acho que essas campanhas devem criar essa demanda e forçar os nossos governantes a melhorar cada vez mais o sistema de saúde.”

A cidade de Santos também promove a Semana de Saúde do Homem que leva à população o atendimento gratuito com a realização de exames e palestras de educação de várias doenças relacionadas à saúde do homem. “Há uma grande aceitação da população.” – relata o doutor. Assim como a Semana de Saúde do Homem, ele também ressalta o valor do Movimento pela Saúde Masculina: “Esse Movimento, que é uma ideia da Sociedade Brasileira de Urologia e com o apoio total da Lilly, é de suma importância para que cada vez mais nós façamos com que os homens procurem o seu urologista e fazendo com que este se torne realmente o ‘médico do homem’.”

Dr. Walter Antônio Melarato Júnior. (foto: Danny Yin)

A Semana de Saúde do Homem de Santos terá início na semana que vem, nos dias 17 e 18 de agosto, quando a SMS (Secretaria de Saúde) promoverá algumas palestras. Na terça (17), às 18h, será no 6º Batalhão da Polícia Militar (Av. Joaquim Montenegro, 282, Ponta da Praia), e na quarta (18), a partir das 18h30, no Ambesp (Ambulatório de Especialidades) da Zona Noroeste (Rua Prof. Luiz Gomes s/nº – Castelo). Além dos problemas da próstata, serão abordados os riscos das doenças cardiovasculares. A participação é aberta a todos os interessados. Nos locais, haverá verificação de pressão arterial e coleta de sangue para dosagem do PSA (antígeno prostágeno específico), exame que investiga o câncer de próstata.

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