Brasília, a capital federal

8 de agosto de 2010.

Congresso Nacional

Inaugurada em 21 de abril de 1960, pelo então presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, Brasília é a terceira capital do Brasil, após Salvador e Rio de Janeiro. A transferência dos principais órgãos da administração federal para a nova capital foi progressiva, com a mudança das sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário federais. É a quarta maior cidade do Brasil e também possui o segundo maior PIB per capita entre as capitais, superada apenas por Vitória.

O plano urbanístico da capital, conhecido como “Plano Piloto”, que teve sua forma inspirada pelo sinal da Cruz, mas é popularmente comparado ao de um avião, foi elaborado aproveitando o relevo da região e adequado ao projeto do lago Paranoá que armazena 600 milhões de metros cúbicos de água. Foi projetado pelo urbanista Lúcio Costa e muitas das construções da Capital Federal foram projetadas pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer.

A Região Administrativa de Brasília possui diversos hospitais públicos, como o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), o Hospital Regional da Asa Sul (HRAS), pertencentes ao Governo do Distrito Federal, além do Hospital Universitário de Brasília, da Universidade de Brasília (UnB). A cidade tem um dos maiores projetos de informatização do sistema de saúde no Brasil, algo que colabora com a melhoria da assistência realizada aos pacientes.

O Hospital Sarah Kubitschek de Brasília é referência no atendimento de vítimas de politraumatismos e problemas locomotores, objetivando sua reabilitação. Foi a primeira unidade da atualmente denominada “Rede Sarah”, mantida pelo Governo Federal, embora sua gestão faça-se pela Associação das Pioneiras Sociais e que foi sendo ampliada para outras capitais, como Belém, Belo Horizonte, Fortaleza, Macapá, Rio de Janeiro, Salvador e São Luís do Maranhão. O hospital recebe esse nome em homenagem à primeira dama do país na época da fundação de Brasília.

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Por que o Movimento está de volta a Brasília?

8 de agosto de 2010.

Porque hoje, 8 de agosto, Dia dos Pais, acontece a I Feira de Saúde do Homem, no estacionamento do parque Ana Lídia, no Parque da Cidade, a partir das 9 horas e a carreta do Movimento pela Saúde Masculina foi convidada a participar desse evento promovido pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), em parceria com o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

A carreta do Movimento já esteve em Brasília do dia 27 a 31 de maio e agora está de volta a esse evento que marca o primeiro ano da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, instituída pelo Ministério da Saúde, que visa atender um público bem definido de homens na faixa etária de 20 a 59 anos, que corresponde a 27% da população masculina do Brasil. A ênfase desta Política é predominantemente reservada para o trabalho de prevenção, promoção e proteção básica à saúde, com fundamento no conceito de que todo homem pode manter-se saudável em qualquer idade.

Por meio de um cartão de saúde entregue ao visitante, ele fará avaliação da pressão arterial, taxa de glicose, colesterol, índice de massa corpórea, avaliação nutricional e ecografia de calcâneo, entre outros. Detran, Corpo de Bombeiros (CBMDF), Instituto do Câncer também participarão das atividades fazendo um alerta especialmente sobre a violência no trânsito, o alcoolismo e câncer. Um estande sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids orientará quanto a prevenção destas doenças entre os homens.

E o Movimento pela Saúde Masculina continuará fazendo o seu trabalho que é esclarecer sobre as principais doenças que atingem os homens, dentre elas, a disfunção erétil, a andropausa e as doenças da próstata. É mais uma grande oportunidade para o homem cuidar de sua saúde!

Parque da Cidade (foto: Danny Yin)

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Entre uma navalhada e outra

4 de agosto de 2010.

Sr. Elpidio, um aliado da prevenção

O Movimento pela Saúde Masculina está terminando o seu atendimento em Campinas e nada melhor que fechar o dia com um personagem bem conhecido do Largo do Rosário, onde a carreta está estacionada: Sr. Elpidio.

Há 41 anos ele trabalha como barbeiro no terceiro piso de uma famosa cantina da cidade que fica em frente ao Largo, onde ele passa a maior parte do seu tempo. “Aqui é a minha casa.” – diz.

Desde os 50 anos de idade ele se consulta com os mesmos médicos: cardiologista, urologista e oftalmologista. Não se descuida e faz todos os exames anualmente “como manda o figurino”. Acabou de fazer os exames urológicos e conta que está tudo bem. Além de se cuidar, ele também fica atento com a saúde de seus clientes. “A maioria vai sempre ao médico. Antes o homem tinha muito medo de se consultar, mas agora eles estão mais conscientes.” Mas têm aqueles que ainda relutam e, entre uma navalhada e outra, ele tenta convencer cada um da necessidade da prevenção. “É o melhor que a gente pode fazer.” – afirma.

Daqui de Campinas, a carreta do Movimento pela Saúde Masculina volta a Brasília como convidada para participar, no dia 8 de agosto, da 1ª Feria de Saúde do Homem, promovida pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), em parceria com o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

No Dia dos Pais, os brasilienses receberão esse grande presente. Dia 8 de agosto, no Parque da Cidade. Compareçam!

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Mais um inimigo do homem: o tabaco

4 de agosto de 2010.

Muitos estudos desenvolvidos até o momento evidenciam sempre o mesmo: o consumo de derivados do tabaco causa quase 50 doenças diferentes, dentre elas a impotência sexual no homem. No Brasil são 200 mil mortes por ano causadas pelo tabaco. Em 2005, o câncer foi responsável por 7,6 milhões de mortes no mundo, ou seja, 13% de todos os 53 milhões de óbitos registrados naquele ano.

A ocorrência da disfunção erétil no homem não fumante gira em torno de 2,2%, numa avaliação apenas com tabagistas esse índice sobe para 40%. Quanto maior o número de cigarros consumidos, maior a chance do fumante ter problemas na performance sexual. E não são apenas homens idosos que sofrem de impotência, homens jovens são afetados também.

Uma ereção perfeita requer um fluxo sangüíneo perfeito. No pênis, o volume sangüíneo precisa chegar em quantidade suficiente ao que chamamos de corpo cavernoso para que ele aumente o seu diâmetro e determine assim a ereção. Ocorre que, no fumante, esse fluxo está continuamente diminuído porque a nicotina – a mais famosa das 4.720 substâncias contidas na fumaça do cigarro – é um potente agente vasoconstrictor que atua diretamente na musculatura do vaso, produzindo uma importante redução no calibre da artéria cavernosa, responsável pela irrigação peniana. A redução da luz dos ramos dessa artéria em 25% já é suficiente para provocar a disfunção erétil.

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 1 bilhão de homens), sejam fumantes. Pesquisas comprovam que aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fumam. Caso as atuais tendências de expansão do seu consumo sejam mantidas, os números aumentarão para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030, sendo metade delas em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos) (WHO, 2003).

O fumo também aumenta o risco de ataque do coração, problemas respiratórios, câncer do pulmão e outros tipos. Porém, ao parar de fumar, o risco de ter essas doenças vai diminuindo gradativamente e o organismo do ex-fumante vai se restabelecendo.

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Realmente é para bater palmas

4 de agosto de 2010.

“Sabe por que eu peguei mais que um panfleto? Porque eu vou convencer 3 ou 4 amigos que estão na minha idade, tem um bom nível financeiro para viver, tem um bom nível social e ainda estão presos a vergonha.”

Consciente da importância da prevenção, o Sr. Carlos Ferreira, 58 anos, engenheiro mecânico e elétrico, acha que “o homem deveria vir a força, mas no bom sentido”. Porque o homem mais velho nunca teve orientação sobre a necessidade da prevenção, diferente da mulher, mesmo assim ele diz que “tem menina que tem vergonha de perguntar pra mãe e o menino vai saber das coisas na rua porque também tem vergonha de falar com o pai. Isso é cultural”.

Ele fala do homem que trabalha pesado, não tem tempo para comer e adquire um péssimo hábito alimentar. Quando ele chega em casa, cansado, não tem o prazer de aproveitar a família e no seu dia de folga que ele poderia passear com a esposa e os filhos, ele não tem essa vontade, o que gera uma indisposição familiar. Falta a esse homem a orientação porque, às vezes, ele não possui nem o nível fundamental de ensino. Cabe às prefeituras, aos governos e às secretarias municipais de saúde orientá-lo. Essa orientação também deveria começar na escola.

Sr. Carlos elogia o Movimento pela Saúde Masculina e acredita que com esse tipo de ação, muitas coisas podem melhorar para os homens. “Bato palmas para essa atitude.” – finaliza.

Sr. Carlos com os panfletos do Movimento no bolso.

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Homem também fica doente

3 de agosto de 2010.

Ontem, dia 2 de agosto, aconteceu o 1º Fórum Nacional sobre Atenção Integral à Saúde do Homem, em Hortolândia, município da região metropolitana de Campinas. Organizado pelas cinco sociedades médicas: SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), FBG (Federação Brasileira de Gastroenterologia), SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia) e SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia) com o intuito de elaborar um documento com as principais reivindicações referentes às políticas para saúde do homem e as apresentar ao Ministério da Saúde, em novembro, quando acontecerá um fórum nacional organizado pelo próprio Ministério para reavaliar e quantificar todas as ações que ele já conseguiu desenvolver ao longo desses 18 meses da Política Nacional da Saúde do Homem que foi lançada em 2009 para contemplar os homens entre 20 e 59 anos.

Segundo o Ministério da Saúde, 75% dos problemas de saúde que afetam a população masculina estão ligados às áreas de urologia, cardiologia, pneumologia, gastroenterologia e psiquiatria.

Estavam presentes representantes do Ministério da Saúde e das Secretarias Municipais da Saúde, além dos representantes das sociedades médicas envolvidas no fórum, dentre eles, o Dr. Sandro Faria, urologista, que está sendo o porta-voz do Movimento pela Saúde Masculina, em Campinas. Ele explica que nunca houve uma política pública voltada para os homens e o fórum serviu para discutirem soluções, oportunidades e mecanismos para as sociedades médicas ajudarem o Ministério da Saúde a implantar essa política específica.

As principais reivindicações são relativas ao atendimento e à educação da população para a saúde do homem, treinamento de profissionais e criação de centros de referência para tratamento e pesquisa em diferentes especialidades médicas envolvidas no setor. “Primeiro é preciso conscientizar, orientar e educar a população porque esses homens, dos 20 aos 59 anos, não estão acostumados a ir ao posto de saúde, eles não fazem prevenção, culturalmente eles se sentem incapazes de ficar doentes. E eles são vítimas de violência, de alcoolismo, de tabagismo, das doenças cardíacas e das doenças prostáticas principalmente.” – comenta.

Foram discutidos mecanismos para estimular o homem a procurar o posto de saúde para fazer a sua prevenção. “Mas não adianta só ele procurar o posto, o posto tem que ter estrutura para recebê-lo. Ele tem estrutura para receber a mulher, a gestante, a criança e o idoso, o homem é o último da fila no posto de saúde. Não adianta apenas criar demanda, o sistema público tem que estar preparado para absorver esses novos pacientes.” – explica. Com isso, discutiu-se a possibilidade de ampliar o horário de atendimento do posto de saúde para às 22 horas porque esses homens são produtivos e eles têm dificuldade de falar ao seu patrão que precisa sair do trabalho para ir ao médico, então se ele tem a oportunidade de sair do trabalho e o posto de saúde ainda estar atendendo, talvez o seu acesso seja maior.

As organizações esperam ter um posicionamento do governo federal em relação aos recursos e ações necessárias para melhorar o atendimento e a saúde masculina no Brasil.

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