Caravana de médicos tenta minimizar casos de doenças específicas dos homens na Capital – Capital News Online
Caminhão da caravana está estacionado na Praça do Rádio Clube, onde receberá os pacientes até o sábado (19)
Foto: Deurico News / Capital
A Praça do Rádio Clube recebe até sábado (19) a visita da Caravana Movimento pela Saúde Masculina. São 12 médicos especialistas na área atendendo pacientes com idade igual ou maior que 18 anos que podem ser consultados e tirar dúvidas sobre doenças que acometem este público. Os atendimentos são das 9h às 17h e de graça.
Três setores são apontados como prioridade pela equipe médica: disfunção erétil, câncer de próstata e andropausa.
Mato Grosso do Sul é o primeiro do ranking brasileiro em casos de disfunção erétil leve. O distúrbio atinge cerca de 52% dos homens com idade acima dos 40 anos, conforme pesquisa da Universidade de São Paulo (USP). Quanto aos casos de câncer de próstata, o Estado é o quarto colocado, conforme levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca) – atrás de Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraná.
Além disso, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que homens do País vivem em média 7 anos menos que as mulheres. Acredita-se que uma das causas sejam as doenças especificas do sexo masculino.
Para o presidente da Associação Brasileira de Urologia em Mato Grosso do Sul, Ari Miotto, o preconceito ainda é a maior barreira para o atendimento. “Há muito preconceito social por causa do desconhecimento. Por conta disso, os pacientes não buscam atendimento.”
O principal procedimento para descoberta da doença é o exame de toque retal, em que o urologista precisa enfiar o dedo no ânus do paciente. Desta forma, sente a textura da próstata, que é uma glândula localizada próxima à bexiga.
Com relação à disfunção erétil, mais uma vez o preconceito é empecilho. Conforme Ari Miotto, as pessoas acima de 40 anos pensam que a disfunção é normal, devido à idade e o vigor físico que, geralmente, não é igual aos tempos da juventude. Todavia, este pensamento é equivocado, alerta o médico. “A disfunção não é normal e é preciso procurar ajuda médica.”
Muitos têm vergonha de falar sobre o problema e, mesmo procurando o médico, chegam a passar por três visitas para explicar a situação, conta Miotto. “Ele precisa, primeiro, ter confiança no médico, para só depois falar.”
Já a andropausa é um fenômeno ainda desconhecido da maioria da população. Seria algo como a menopausa do homem. Geralmente, acomete homens com mais de 50 anos. Assim como nas mulheres, há uma queda na produção de hormônios sexuais: o masculino é a testosterona.
Aprovado em Atendimento
A campanha de orientação deve receber de 500 a 600 homens, de acordo com os organizadores.
Arnaldo Cardoso, 53 anos, aproveitou o evento para ir ao médico, após 12 anos sem uma visita. Tempo demais, segundo ele mesmo. “A orientação foi muito boa.”
Ele ficou sabendo da campanha lendo panfletos que eram distribuídos na praça.
Saiu satisfeito, pois está saudável, mas, aprendeu a lição: “Fiquei 12 anos sem ir ao médico. Este é um alerta para eu me cuidar mais. Consegui tirar muitas dúvidas.”
Serviço
Campo Grande é a 11ª cidade visitada pela Caravana. Aproximadamente 6 mil homens já foram atendidos.
Os atendimentos são das 9h às 17h (de hoje a sábado). Eles são realizados em um caminhão adaptado com três salas usadas como consultórios.
Também existe palestra. Uma psicóloga também estará à disposição para atender aqueles que desejarem ter um serviço na área.
A próxima cidade visitada será Curitiba (PR), entre os dias 8 e 11 de julho. A caravana já passou por São Paulo (SP), Nova Iguaçu (RJ), Niterói (RJ), Vitória (ES), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Vitória da Conquista (BA), Recife (PE), Brasília (DF), Goiânia (GO) e Cuiabá (MT).
Por: Marcelo Eduardo e Lucia Morel – (www.capitalnews.com.br)





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