Participe do Movimento pela Saúde Masculina e ganhe uma foto artística
Participe e celebre a saúde e o amor!
Obs: Não serão realizadas fotos individuais, somente casal. É imprescindível que tenham mais de 40 anos. Haverá um número limite de fotos realizadas durante o dia.
“O preconceito é o pai da ignorância”
Na sala de espera da caravana sempre tem aquela pessoa que faz os outros rirem; seja para sublimar a ansiedade, ou porque é da própria natureza “relaxar”. No Parque do Carmo, a figura em questão chama-se Moacir Valdo Leite Brandão, prestes a completar 60 anos de idade. Quando chamado para um depoimento reage: “por quê eu? por quê eu?”. Todos caem na risada. Faz inúmeras piadas, das mais picantes, à clássica brincadeira dirigida aos torcedores de futebol. “Tem muito São Paulino aqui”, berra. Mais risadas. Uma outra pessoa que está aguardando se defende: “Eu sou palmeirense, olha a camiseta,”. E dá-lhe risos. O alto astral de Moacir contagia a audiência. “Eu até invento umas histórias para animar a rapaziada”, brinca (mais).
Moacir conta que vai ao médico “muito esporadicamente” e que nunca foi a um urologista. “O meu problema não é o preconceito, mas o medo do resultado, meu pai morreu em conseqüência do câncer de próstata. Mas preconceito eu não tenho, preconceito é o pai da ignorância”.
Ele saiu da consulta numa boa, mas vai ter de aprofundar os exames.
Por que os homens não vão ao médico?
Medo
Descrença com a saúde pública
Vergonha
Machismo
Preconceito
Falta de apoio familiar
Falta de hábito
Falta de tempo
Falta de dinheiro
Falta de profissionais
Falta de locais de atendimento…
Motivos é que não faltam para o homem deixar de ir periodicamente a um médico para consultas preventivas. A situação fica pior quando o organismo dá sinais de que algo não está nos trilhos e começa a incomodar. E piora ainda mais quando o homem toma coragem, procura um profissional e a consulta é feita sem atenção. “A demanda do SUS é grande, por isso os médicos acabam tratando doença graves, que podem levar a morte, e deixam de lado as doenças que atrapalham a vida das pessoas”, avalia o urologista André Costa Matos, chefe da equipe do Movimento, em São Paulo.
Folha de S. Paulo – Quinta-feira
Carreta rodará o Brasil com exames e consultas gratuitas para homens
MARIANA VERSOLATO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
As estatísticas refletem o comportamento masculino: eles vão menos ao médico do que as mulheres. Em 2007, por exemplo, foram feitas no Brasil 17 milhões de consultas ao ginecologista, contra 2,5 milhões de consultas ao urologista, segundo dados do Ministério da Saúde.
Se o homem não vai ao médico, então o médico vai até ele. A Sociedade Brasileira de Urologia lança hoje a campanha Movimento pela Saúde Masculina: uma carreta com três urologistas deve percorrer 21 cidades do país até agosto, oferecendo, gratuitamente, consultas e exames como os que avaliam doenças na próstata.
O percurso começa na cidade de São Paulo -hoje, ela estará no parque da Luz, no Bom Retiro, e fica nos dias 3 e 4 no parque do Carmo, em Itaquera. Depois, segue para o Rio de Janeiro, onde ficará até dia 11 de abril.
Segundo Modesto Jacobino, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, a campanha quer chamar a atenção para os principais problemas masculinos, como as doenças da próstata e a disfunção erétil.
“É uma questão cultural. O homem se acha superpoderoso, não acredita na prevenção. E muitos médicos não dão atenção para a saúde masculina”, afirma. Com a campanha, ele espera atender mais de 3 milhões de homens. O itinerário da carreta está no site www.sbu.org/movimento.




















