Esse é o cara!
“Eu vim aqui porque tenho aquele problema lá, de orgasmo ligeiro”. Sem nenhuma vergonha, sem colocar a mão no rosto ou abaixar a cabeça, sem ficar corado…
É assim que o baiano Adeilton Dias, morador da zona norte de São Paulo, dá o seu depoimento, após passar pela consulta; ele foi a 15a pessoa atendida.
Aos 46 anos de idade, nunca tinha ido ao médico para fazer exames urológicos. O irmão viu “em algum lugar”, que haveria esse Movimento pela Saúde Masculina, no parque da Luz, e sugeriu que viessem juntos. Vieram os dois.
Coerente com a sua reação inicial, Adeilton não expressa preconceito ao tentar avaliar o motivo pelo qual o homem foge do médico. “O tempo passa, a gente vai deixando, deixando. É falta de tempo mesmo.”, reflete.
O medo também passa longe de seus sentimentos: “Esse negócio de toque? É melhor fazer o exame e não sofrer depois”.
O senhor Adeilton Dias foi encaminhado à uma psicóloga. E disse que vai!
Vai encarar?
Diz que vai sempre ao médico, para logo se entregar: “Não com muita freqüência, mas vou“.
Além do preconceito e do medo, Clayton acrescenta mais um motivo pelo qual o homem não procura um médico antes que o pior aconteça:
“A mulher é educada desde a adolescência para ir ao médico”.
Em tempo: Clayton não ficou para a consulta.
São 08h47
Dez homens já estão na “sala de espera”, no Parque da Luz, para o atendimento dos médicos que dão início ao Movimento Pela Saúde Masculina.
Um afirma, categoricamente, que não está com medo. “Quem tem medo está lá fora do parque”.
A maioria não quer se identificar.
João Roberto, 60 anos, morador do centro de São Paulo, está aqui porque acredita no trabalho da Sociedade Brasileira de Urologia.
Depois do elogio critica o sistema de saúde pública e o preconceito do próprio homem.
“Qual o homem que quer ser tocado, por um médico, nas partes intimas?”. A pergunta é feita de forma direta, com palavras mais, digamos, pesadas.
Reconhecer o próprio preconceito já é um bom começo.
Caravana começa em São Paulo
Homem não vai ao médico. Quem diz isso é o Ministério da Saúde, que em 2007 constatou que enquanto 17,5 milhões de mulheres foram ao ginecologista, apenas 2,7 milhões de homens consultaram o urologista. A partir de hoje, o médico vai até o homem, dentro do Movimento pela Saúde Masculina, uma campanha de conscientização e de prevenção de doenças masculinas que vai correr 20 cidades do país nos próximos meses. Cada cidade vai receber a visita de uma carreta adaptada, com consultórios para atendimento médico para homens maiores de idade. Se você é homem, mude essa estatística. Se você é mulher, convença seu namorado, marido, pai, irmão ou amigo. A caravana amanhã estará no Parque da Luz, na região central da capital paulista.
A Campanha está começando!
Olá!
O Movimento pela Saúde Masculina realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia sob apoio da Lilly está começando!
O objetivo desta campanha é esclarecer à população sobre as doenças mais comuns nos homens, tais como Disfunção Erétil, Andropausa e Doenças da Próstata, e incentivá-los a terem uma vida mais saudável, realizando a prevenção das doenças corretamente.
Fazendo parte deste Movimento, um caminhão adaptado com salas de atendimento médico gratuito circulará diversas cidades brasileiras a partir do dia 31 de março. Para ser atendido, e só comparecer ao local. Nos próximos dias iremos divulgar os locais e horários de atendimento.
A campanha conta com anúncios, comerciais de TV e peças de internet. Dê uma olhada na página da Campanha para saber mais e acompanhe o nosso blog que trará sempre novidades sobre tudo que acontecer no Movimento pela Saúde Masculina.



















