Caravana chega à cidade histórica de Porto Velho

26 de março de 2011.

O Movimento pela Saúde Masculina deixou a cidade Rio Branco no último sábado e ficará em Porto Velho (RO) de 29 a 31 de março. A carreta adaptada em consultório receberá os homens na Praça Aluízio Ferreira, próximo ao Ginásio Claudio Coutinho, das 9 às 17 horas. Estão previstos 120 atendimentos por dia e as senhas serão entregues a partir das 9 horas, por ordem de chegada.

Equipe do Movimento pela Saúde Masculina do Acre

Equipe Acreana de médicos, promotores e enfermeiros com a e equipe Paulista da produção do Movimento pela Saúde Masculina na desmontagem da carreta em Rio Branco, sábado, dia 26 de março.

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Hoje é o Dia do Psicólogo

27 de agosto de 2010.

Tudo começou com os filósofos que fizeram as primeiras especulações em relação a problemas psicológicos, em busca de respostas sobre a natureza da alma e de sua relação com o corpo. Daí o costume de se dizer que a filosofia é a mãe da psicologia ou que os filósofos foram os precursores dos psicólogos. Isso foi apenas um gancho para dizer que hoje é o Dia do Psicólogo, aquele que estuda os fenômenos da mente e do comportamento do homem com o objetivo de orientar os indivíduos a enfrentar suas dificuldades emocionais e ajudá-los a encontrar o equilíbrio entre a razão e a emoção. O seu objeto de estudo é o comportamento humano e o seu principal objetivo é compreender o homem. E é isso que a psicóloga Maria José Conde Cortes faz na carreta do Movimento pela Saúde Masculina e através dela, de suas experiências e de suas palavras que o Blog do Movimento destaca neste post a importância do trabalho de um psicólogo na vida saudável do homem e na resolução de seus problemas.

Psicóloga há 30 anos, Mazé, como é conhecida pela equipe da carreta, trabalha com a sexualidade tanto masculina quanto feminina, além de tratar adolescentes, conta que “atualmente a Psicologia caminha muito ao lado do médico porque tem muita causa de tratamento masculino, como ejaculação precoce e disfunção erétil que o médico trata na parte medicamentosa, mas muitas vezes a pessoa chega a esse estado de disfunção por conta do psicológico porque ela está abalada.” Mesmo quando é clínico devido a problema de pressão alta, depressão, diabetes, se é fumante ou leva uma vida sedentária, esses problemas podem vir associados a uma causa psicológica, como perdas, medos e traumas. Às vezes o trauma vem da infância e a resposta vem só quando ele já é adulto, sendo assim, só com tratamento psicológico ele consegue descobrir a causa.

Ela conta que o médico hoje consegue perceber isso em casos de disfunção erétil e em muitas cidades ele já chama o psicólogo para trabalhar ao lado do próprio consultório. “Com relação à ejaculação precoce, não existe causa clínica, 100% da ejaculação precoce é causa psicológica. Meninos desde a primeira relação podem acusar ejaculação precoce por ansiedade, por relação com os pais, pela própria forma que faz a primeira vez, porque tem que fazer muito afoito ou é proibido. Acostuma com isso e acaba levando para a vida toda até que se perceba que tem que tratar. A ejaculação precoce até pode ser medicada e faz efeito, mas só enquanto está tomando o medicamento. Quando para de tomar, volta tudo. Se cura totalmente é com o tratamento psicológico.”

Mazé é convicta do seu trabalho e se sente muita realizada com a profissão em todos os sentidos: “A Psicologia me ajudou como mãe, como mulher, me ajuda hoje com relacionamentos, me ajuda demais. A profissão é hiper gratificante e também aqui na carreta que eu estou podendo fazer muito pelas pessoas que não tem acesso ao psicólogo e que em 15 minutos que eles estão comigo aqui, eu sei que resolvo grande parte do problema dele. Eu me sinto muito realizada e muito agradecida pela oportunidade.” Prova dessa eficiência e um presente no seu dia foi o depoimento de 3 homens que sofriam de ejaculação precoce. Dois deles passaram pela carreta na primeira vez que ela esteve em São Paulo, no Parque da Luz fizeram questão de voltar para agradecer o seu trabalho e garantiram estar curados graças as técnicas aprendidas. O terceiro foi atendido em São Bernardo do Campo e que, mesmo em pouco tempo, já sentiu muita diferença e disse que seu problema estava ocorrendo em menor grau. “Isso é muito gratificante. É o resultado do trabalho na carreta. Eles foram visionários em colocar um psicólogo para atender junto com o médico.” – relata emocionada.

E para os estudantes de Psicologia e até mesmo aos profissionais da área ela deixa um recado de uma profissional apaixonada pelo que faz: “A profissão em si é fascinante, seja em que área for.” Parabéns a todos os psicólogos e psicólogas que trabalham duro para entender a complexidade do comportamento humano!

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Mais um inimigo do homem: o tabaco

4 de agosto de 2010.

Muitos estudos desenvolvidos até o momento evidenciam sempre o mesmo: o consumo de derivados do tabaco causa quase 50 doenças diferentes, dentre elas a impotência sexual no homem. No Brasil são 200 mil mortes por ano causadas pelo tabaco. Em 2005, o câncer foi responsável por 7,6 milhões de mortes no mundo, ou seja, 13% de todos os 53 milhões de óbitos registrados naquele ano.

A ocorrência da disfunção erétil no homem não fumante gira em torno de 2,2%, numa avaliação apenas com tabagistas esse índice sobe para 40%. Quanto maior o número de cigarros consumidos, maior a chance do fumante ter problemas na performance sexual. E não são apenas homens idosos que sofrem de impotência, homens jovens são afetados também.

Uma ereção perfeita requer um fluxo sangüíneo perfeito. No pênis, o volume sangüíneo precisa chegar em quantidade suficiente ao que chamamos de corpo cavernoso para que ele aumente o seu diâmetro e determine assim a ereção. Ocorre que, no fumante, esse fluxo está continuamente diminuído porque a nicotina – a mais famosa das 4.720 substâncias contidas na fumaça do cigarro – é um potente agente vasoconstrictor que atua diretamente na musculatura do vaso, produzindo uma importante redução no calibre da artéria cavernosa, responsável pela irrigação peniana. A redução da luz dos ramos dessa artéria em 25% já é suficiente para provocar a disfunção erétil.

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 1 bilhão de homens), sejam fumantes. Pesquisas comprovam que aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fumam. Caso as atuais tendências de expansão do seu consumo sejam mantidas, os números aumentarão para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030, sendo metade delas em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos) (WHO, 2003).

O fumo também aumenta o risco de ataque do coração, problemas respiratórios, câncer do pulmão e outros tipos. Porém, ao parar de fumar, o risco de ter essas doenças vai diminuindo gradativamente e o organismo do ex-fumante vai se restabelecendo.

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Uma vida sexual mais longa

30 de julho de 2010.

Homens têm maior expectativa de vida sexual que as mulheres e, se cuidando e se prevenindo, essa expectativa pode aumentar. É nesse ponto que o Movimento pela Saúde Masculina quer chegar dizendo aos homens: “Não vire as costas para a disfunção erétil, a andropausa e as doenças da próstata.”

Um novo estudo da Universidade de Chicago, publicado na revista British Medical Journal, apontou tendências sobre as estimativas de futuro da vida sexual dos jovens, para os adultos de meia idade e para os idosos. Em relação às questões de saúde, pessoas saudáveis têm quase o dobro de chance de se interessar por sexo do que aqueles com uma saúde mais precária. Entre os idosos sexualmente ativos e de boa saúde, a média de freqüência sexual foi de quase duas vezes por semana. Nas mulheres, uma das causas de diminuição da frequência sexual está relacionada à menopausa.

A partir de informações recolhidas em entrevistas com mais de seis mil homens e mulheres, conclui-se que, após os 55 anos de idade, a média de expectativa de vida sexual ativa é de 15 anos para homens e 10 anos para as mulheres. Foram analisados dois grupos etários: um com idade de 25 a 74 anos; o outro, de 57 a 85 anos.

No geral, o estudo descobriu que os homens têm uma esperança de vida sexualmente ativa maior, além do que a maioria dos homens sexualmente ativos tem uma vida sexual de boa qualidade. Em contrapartida, apenas cerca de metade das mulheres sexualmente ativas relataram uma vida sexual satisfatória. Outros resultados foram alcançados: aos 75 anos, 17% das mulheres e 39% dos homens são ainda sexualmente ativos. Os homens mais velhos interessam-se três vezes mais por sexo do que as mulheres mais velhas (62% deles, contra 21% delas).

Um estudo anterior havia mostrado que entre os homens idosos casados, 68% tinham vida sexual ativa, enquanto 56% das mulheres casadas ainda faziam sexo. Entre os idosos solteiros, 54% dos homens eram ativos e 12% das idosas solteiras. Entre as dificuldades femininas relatadas, as principais queixas de “problemas sexuais” foram: falta de interesse em fazer sexo (43%), dificuldade de lubrificação (39%), impossibilidade de atingir o orgasmo (34%), ausência de prazer (23%) e dor na penetração (17%).

Enquanto, as reclamações masculinas foram: dificuldade de obter ereção (37%) e de mantê-la (90%), falta de interesse por sexo (28%), ejaculação precoce (28%) e impossibilidade de atingir o orgasmo (20%).

Não vire as costas. (foto: Danny Yin)

E eles não viraram. (foto: Danny Yin)

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Duas opções assustadoras

24 de julho de 2010.

Dr. Marcio Augusto Averbeck, atendendo pelo Movimento (foto: Danny Yin)

Há 12 anos, quando ainda não existia uma opção terapêutica, um tratamento específico para a disfunção erétil, o homem se assustava com as opções que poderia escolher para resolver este problema: ou era a prótese ou a injeção no pênis. A partir do momento em que as medicações foram liberadas, o homem passou a procurar o médico, embora muitos ainda fiquem frustrados porque eles se consultam com uma expectativa de que vão tomar a medicação e vão ficar curados em uma ou duas semanas, mas os urologistas avisam que o tratamento deve ser continuado.

Os pacientes com um nível social mais alto e que lêem mais têm um nível de conhecimento maior e conseguem identificar as alterações hormonais com mais facilidade, quando começam a sentir alguma fraqueza, algum problema de ereção ou passam a dormir mal, já procuram um médico. A população de baixa renda ou com menos cultura, dificilmente procura um médico para falar sobre isso.

Os homens têm procurado o médico cada vez mais cedo para falar de disfunção erétil, inclusive os jovens que quando têm qualquer alteração, já procuram o médico e este já aproveita para orientá-lo sobre sua saúde e a prevenção, como algumas mudanças na sua rotina. Pacientes que tem a disfunção por questões psicológicas e de stress são as que se curam com mais facilidade, já aqueles que sofrem por motivos físicos (diabetes, colesterol, hipertensão) é mais delicado e com um tratamento mais longo.

No Rio Grande do Sul, onde o consumo de carne é muito elevado (é o maior do Brasil), há um número elevado de homens com essas doenças o que acarreta danos para a saúde da próstata e para a disfunção sexual. As medicações que combatem o colesterol agem como se fossem um detergente que limpa as artérias melhorando a circulação de todo o corpo, aumentando a irrigação dos vasos do pênis o que ajuda a prevenir a dificuldade de ereção. Além disso, esses medicamentos contra o colesterol ajudam a prevenir o câncer de intestino, diminuem o risco de doenças cardiovasculares, derrame e infartos. O problema é que quando a pessoa busca um tratamento para o colesterol, a doença já está muito avançada e nem sempre ele vai recuperar a função. Agora se o paciente busca tratamento no início, certamente ele terá uma função melhor.

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Colesterol x Potência Sexual

17 de julho de 2010.

Recentemente, alguns pesquisadores relataram que as medicações usadas para diminuir o colesterol também podem diminuir a testosterona que, com níveis baixos, afeta a vida sexual de muitos homens.

Um dos principais mecanismos envolvidos na função erétil do pênis é a testosterona (hormônio do homem). A potência sexual tem alguns “grandes inimigos”, tais como: pressão alta, diabetes, fumo, colesterol elevado, sobrepeso e sedentarismo. Todos eles contribuem para a dificuldade de vascularização dos tecidos do pênis e tem impacto direto na produção de hormônios sexuais e as medicações, tão necessárias para a manutenção da saúde de pessoas com essas doenças, podem contribuir para a piora de impotência.

A testosterona precisa de colesterol para ser formado num organismo normal. O uso das medicações pode diminuir muito o colesterol, que por um lado é ótimo para o controle das doenças cardio-vasculares, mas que por outro lado pode piorar uma testosterona já baixa e a sexualidade.

Então, para não correr o risco de cuidar de um problema e aparecer outro, o melhor mesmo é prevenir estas doenças adotando um estilo de vida mais saudável. Porém, se a pressão e o colesterol aumentarem e os remédios forem necessários, a troca de medicamento por outro pelo clínico ou cardiologista pode amenizar estes efeitos colaterais.

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