Os 600 do Acre

26 de março de 2011.

A caravana do Movimento pela Saúde Masculina ficou cinco dias na Praça Eurico Dutra, cidade Rio Branco, no Estado do Acre. A população masculina se envolveu e participou em peso. Aproximadamente 600 homens receberam orientação sobre doenças relacionadas à próstata, disfunção erétil, entre outras queixas.

A imprensa visitou a carreta e foi antendida pelo Dr. Mauro Cezar Trindade, membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

 No terceiro dia o Governador do Estado, Tião Viana (PT), visitou a carreta e afirmou que muito em breve todos sentirão diferença no atendimento urológico fornecido pelo Governo.

 
Por todo lugar que a caravana passa é assim: Piadas animadas na fila de espera. Na foto, homens pedem por uma foto enquanto esperam a entrega da senha de atendimento. Último dia.

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Em época de chuva…

22 de março de 2011.

É fato. Muitos homens nunca consultaram um urologista. No primeiro dia do Movimento pela Saúde Masculina na capital Acreana conversamos com 131 homens e constatamos que 74 deles conversariam pela primeira vez com o especialista. Vale destacar que o mais velho tem 87 anos. 

Esta realidade é comum em outras cidades brasileiras, mas em cada lugar encontramos explicações diferentes para este comportamento. Dr. Mauro Cezar Trindade, acreano e membro da Sociedade Brasileira de Urologia, evidenciou uma peculiaridade da região Amazônica: “Quem vive fora da capital tem acesso muito restrito a qualquer tipo de serviço. Temos muitas comunidades ribeirinhas ou alocadas em colônias de fazendas. Durante a época de chuva, que dura em média cinco meses, essas pessoas ficam isoladas, sem acesso a médicos e hospitais.”

O Estado do Acre tem 707 mil habitantes, segundo o Censo 2010, e conta com uma equipe médica com apenas 6 (seis) urologistas. Há mais ou menos 10 anos o Governo do Estado começou a investir no ensino de medicina e recentemente em transplantes de rim. A expectativa é aumentar o incentivo aos profissionais para exercerem suas funções no Estado natal e não migrarem para grandes capitais como São Paulo e Rio de Janeiro.

Além da deficiência no sistema público de saúde, comum em todo o Brasil, talvez  o clima seja mesmo uma das explicações para a grande adesão da população acreana ao Movimento pela Saúde Masculina. Na foto, o dia de sol revelou mais de 200 homens em fila na rampa do Palácio do Governo, Praça Eurico Dutra.

Movimento pela Saúde Masculina no Acre

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“O Movimento é um exemplo para os políticos”

9 de maio de 2010.

Luciano chegou as cinco horas da manhã, mas não havia conseguido senha para atendimento até o momento de nossa entrevista, por volta das 15h.

“Olha, esse trabalho de vocês é um exemplo para todos os políticos daqui de Salvador. Você não vê um vereador, um prefeito tendo uma iniciativa dessa. Mesmo não conseguindo atendimento, já me sinto satisfeito.”

Após continuar aguardando a senha, Luciano foi atendido!

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Trabalhos vespertinos

2 de maio de 2010.

Os médicos urologistas Rafael Almeida Magalhães, Anderson de Oliveira Galvão e Rodrigo Figueiredo Silva (da esquerda para a direita) se preparam para iniciar os trabalhos na tarde desse domingo.

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Madrugada de domingo

25 de abril de 2010.

Os guerreiros da foto se juntaram por acaso e passaram a madrugada de sábado para domingo juntos.

Eles foram os primeiros da fila para o atendimento no Movimento pela Saúde Masculina na Praça dos Namorados, em Vitória.

A foto foi tirada pela produtora local Isabella da Silva Almeida Faria.

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A fila dos insistentes

24 de abril de 2010.

Já explicamos várias vezes aqui no Blog que, apesar de os trabalhos serem realizados das 9h às 17h, o limite de pessoas atendidas é de 120.

Mas sempre existe o renitente, o teimoso, o otimista, o que acredita, o que tem fé em Deus, e por aí vai. Às vezes eles conseguem o querem, às vezes não.

O português (de Portugal, sim) Francisco Carvalho, 67, mora há dois anos na cidade de Serra, no Espírito Santo. Descobriu a cidade por meio de uma agência de viagens. Veio para Vitória nesse sábado para ser o 121o. da fila, ou o 1o da fila dos insistentes.
“Cheguei às 5h aqui. Quero fazer o exame de PSA, nunca calhou de fazer”, conta.

A fila anda! Mais adiante está o de número 126, Antonio de Oliveira Pereira, de 45 anos, com a camiseta do Ipatinga Futebol Clube, time que disputa a final do estadual com o Atlético Mineiro. Para descontrair, ele bate no peito: “meu time tá lá”. Embora não tenha nenhum mal estar, diz que vai insistir na espera: “A saúde aqui da cidade é precária, então quero aproveitar a oportunidade”.

Manoel Souza Dias, de 46 anos, não sabe que número é o seu luagr. A turma ajuda e o informa que ele é o 34o. da fila dos insistentes. Ele chegou às 6h15 e vai esperar. “Não tenho tempo de ir ao médico, trabalho muito“.

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