“A urologia é a fonte do prosseguimento da vida do sexo masculino”

12 de junho de 2010.

É a opinião do cuiabano Giovani Orives de Assunção.

Assista ao depoimento que ele e sua esposa, Edilei da Silva, deram ao Movimento pela Saúde Masculina.

http://vimeo.com/12513912

Produção e edição: Danny Yin

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Parque da Cidade

30 de maio de 2010.
Entre os profissionais da caravana, o promotor é o que ajuda a organizar o atendimento. Ele é também o responsável por orientar quem passa por perto e quer informações.
Em uma manhã de sábado de sol, no Parque da Cidade, o promotor Maikon Dutra de Oliveira, 18, se arrisca na pista de cooper para tentar convencer quem passeava no local a ir até a caravana para receber orientações sobre a saúde do homem.
João de Castro, 51, é o primeiro a ter a corrida interrompida. “Eu já estou terminando o exercício aqui e já vou lá”.
- Jura?!
- Vou sim.
João não veio.
Na segunda abordagem, Maikon caminha lado a lado com José Humberto, 49, que solta uma piada e aperta o passo.
Em seguida surge o grupo Amigos do Sigma, que faz parte de um projeto social desenvolvido pelo colégio Sigma, de Brasília. O professor Alceu Hayashi, 52, ajuda a turma a ter mais consciência ecológica e a desenvolver trabalhos em creche e em casas de idosos. Mas quando o assunto é saúde masculina…“Sou professor de química, só entendo de moléculas“.
Gabriel Prazeres de Castro, 24, e Saulo Martins, 25, são professores de química e biologia, respectivamente. “Esse assunto para o homem é um playground, para mulher é coisa séria. Deveríamos ter um acompanhamento periódico. Fui ao urologista sozinho, decisão da minha cabeça. Não contei para ninguém”, diz Gabriel.
O professor Saulo Martins vai fundo na sua opinião. “A aparência na saúde é tudo. O órgão feminino é interno, portanto a mulher se preocupa mais. Já o homem, olha e vê que não tem problema… A preocupação com o que você não está vendo é maior”.
Lá na frente, Maikon encontra uma psicóloga, que não quer ver o nome divulgado. Uma pena!
A psicóloga conta que tem um casal de filhos e é separada. Ela garante que nunca fez distinção na criação dos dois.
Quando o menino fez 12 anos, tentou comprar uma revista masculina, mas como era menor de idade não conseguiu. Pediu ajuda a mãe que, prontamente, foi até a banca de jornal, comprou a revista e disse ao menino: “Essa revista é sua, mantenha no seu quarto e não leve para a escola nem para a casa dos outros”.
Ao começar a vida sexual, cada um dos filhos ganhou uma cama de casal. “Eu prefiro saber que eles estão ali juntinhos e seguros a saber que estão “malhando” dentro de um carro. Porque adolescente não tem grana para ir no motel”.
Maikon coça a cabeça e decide voltar para a caravana.
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Tudo em família

28 de maio de 2010.
Levy e Maria, 60 anos de união

Logo pela manhã o senhor Levy Oliveira Andrade, 84, pegou a esposa, Maria Rodrigues Andrade, 85, e veio para ser atendido pelos médicos da caravana do Movimento pela Saúde Masculina. Mais tarde, lá pelas 15h, eles estavam sentados, outra vez, juntinhos, de mãos dadas, na recepção.

- Vocês já foram atendidos e…

- Sim, viemos acompanhar o nosso filho, que está na consulta, informa Levy.

O filho, Sevi Rodrigues Andrade, 55 ouviu a matéria que falava sobre o Movimento na rádio Band News de Brasília e sugeriu que Levy se cuidasse também.

É a primeira experiência de Sevi em um urologista. E é a primeira vez que dona Maria acompanha o marido ao médico dessa especialidade; sempre foi com ele para cuidar de outras partes do corpo. “Não, minha filha, ela sempre teve vergonha”, responde Levy pelos dois.

O casal está junto há 60 anos e Levy garante que nunca teve discórdia em casa por causa de questões como a disfunção erétil.

- É verdade, dona Maria? -

Não sei, eu fechava os olhos!

O filho enche a mãe de beijos.

 

A foto artística do casal é de Danny Yin

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Eu tenho disfunção erétil

27 de maio de 2010.

Foto: Danny Yin

Jóia rara esse homem. Luis Alves, 59, está no Parque da Cidade, desde às seis da manhã e pegou a senha de número um.

Ele aguarda a sua vez para receber orientações da equipe médica da caravana, que está levando à 22 cidades do Brasil informações sobre doenças urológicas na “classe masculina”.

“Eu tenho disfunção erétil há dois anos”, confessa sem vacilar.

E dizer que tem um problema desses para uma pessoa desconhecida é uma raridade aqui no Movimento.

Os  homens chegam, pegam a sua senha e falam sobre todos os tipos de sintoma imagináveis, menos que está com dificuldade de ereção.

“É timidez”, simplifica.

Luis Alves conta que fez tratamento no Hospital de Base de Brasília e todos os exames indicaram que não tenho nada.

“Minha expectativa hoje é encontrar uma resposta”.

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Depoimento: “tenho prazer, mas não tenho ereção”

22 de maio de 2010.

José da Silva é o nome fictício de um pernambucano que viu sua vida virar de cabeça para baixo nos últimos cinco anos por causa da disfunção erétil. Tem 43 anos de idade e está casado há dezessete.

Procurou ajuda médica e psicológica, mas não obteve resultado positivo porque a solução do problema não depende só dele.

Viu no Movimento pela Saúde Masculina mais uma esperança e apostou nela.

Ele nos concedeu o depoimento com a promessa de que não seria identificado.

“Estou na minha segunda experiência no casamento. Antes fiquei três anos e meio no primeiro e tinha uma vida sexual muito ativa. A primeira esposa acompanhava bem.

No segundo relacionamento, que já tem dezessete anos, estamos passando por uma experiência difícil pelo fato dela ser diferente da primeira.

É uma pessoa do interior, nunca teve nenhum relacionamento, o primeiro namorado fui eu. Ela é muito restrita na questão sexual, não aceita variações. Não por comodismo!

De cinco anos para cá estamos passando dificuldades

Eu tenho prazer, né, mas não tenho ereção. Procurei ajuda psicológica para nós. Mas ela inicia e não continua…Ela não quer mudar, é muito restrita a certa coisas; acha que as coisas que a psicóloga fala são ousadas demais.

A timidez dela me atraia no início, me contentava com aquele relacionamento. Hoje eu vejo por outro lado. O comportamento dela está me aborrecendo. Ela cedeu algumas coisas só… não pode ser todo dia.

Eu tenho o conceito familiar de ter uma pessoa só.

Procurei outra pessoa fora do casamento para saber se o problema era comigo. E era… Meu conceito de nunca ter traído ajudou a piorar o problema quando saí com a outra pessoa.

O médico aqui do Movimento me prescreveu uma medicação para a disfunção erétil e vou tomar. Estou apostando em tudo. Graças a Deus não tenho problemas de próstata.”

Gosto muito dela!!! Tô determinado a mudar essa situação.

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Unidos…para dar uma força!

20 de maio de 2010.

Amaro Bonifácio Ferreira

Dilson Cesar Lopes

Lá vem Fernando

Os três amigos vão pegar uma praia

Estava um esperando pelo outro. Quer dizer, dois já foram embora. Mas os cinco amigos do bairro dos Prazeres vieram juntos procurar por atendimento de um médico urologista. “É bom para dar força”, diz Amaro Bonifácio Ferreira, 53. Junto com Dilson Cesar Lopes, 47, aguarda Fernando Albuquerque Gouveia, 37, que está demorando muito.

O negócio é esperar, deixar o amigo sozinho, não dá.

Enquanto isso, Amaro conta que nunca foi a um urologista porque tinha medo de fazer o exame retal. “Eu tinha medo do resultado também, receio de fazer uma cirurgia e ficar impotente. Felizmente está tudo certo. Mas se a notícia fosse ruim eu deixaria o passado para traz e pensaria no futuro; o importante é a vida”, balança a cabeça positivamente.

Com Dilson está tudo bem, também, apesar de fumar quase dois maços de cigarro por dia.
E lá vem Fernando.

- Por que demorou?

- Eu resolvi passar na psicóloga. É bom, né?

- Está tudo bem?

- Graças a Deus.

Os amigos vão embora. Talvez peguem uma praia…

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