A borracha e o Guaporé
A Praça Aluízio Ferreira receberá o Movimento pela Saúde Masculina nos próximos três dias e foi construída pelo Governador Jesus Bulemarque Hossana, em 1953. Ela leva o nome do militar e político brasileiro que nacionalizou a Ferrovia Madeira Mamoré, além de atuar na criação do Estado de Rondônia, antes conhecido por Território Federal do Guaporé. Aluízio Ferreira foi o primeiro governador da região e seu mandato se deu entre 1943 e 1946.

Muito próximo à Praça Aluízio Ferreira, à beira do Rio Madeira, fica um pedaço dos pontos turísticos e históricos mais importantes de Rondônia. A Ferrovia Madeira Mamoré, construída entre 1907 e 1912, teve o principal objetivo de ligar Porto Velho e Guajará Mirim para transpor o trecho de cachoeiras do Rio Madeira e facilitar a exportação de borracha e outras mercadorias bolivianas e brasileiras.
Hoje em dia só vemos crianças brincando nas margens do Rio Madeira (foto acima), próximo aos trilhos por onde a ferrovia passava, mas a história desta grande obra também foi marcada pela morte de muitos trabalhadores que desbravaram o território desconhecido e não resistiram às dificuldades. Depois de 54 anos de operação e muitos prejuízos, em 1966, o Presidente da República Castelo Branco desativou a ferrovia e transferiu todo o transporte de carga para as atuais rodovias BR 425 e BR 364. De 1981 a 2000 a linha foi utilizada para passeios turísticos e em 2005 foi definitivamente tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (iPHAN).
Nos arredores dos trilhos e composições que ainda resistem ao efeito do tempo foi construído o Parque Memorial Madeira Mamoré. Toda a semana, centenas de pessoas circulam pelo local para passear de barco, andar de bicicleta e desfrutar de atividades populares como feiras de artesanato e shows. Na foto, uma criança brinca em uma das locomotivas tombadas no Parque.



























