De volta à estrada! 2011 promete

18 de março de 2011.

Praça Eurico Dutra (Rio Branco / Acre)

A caravana do Movimento pela Saúde Masculina voltou à estrada na última quarta-feira. Partimos da capital de São Paulo para percorrer 3,6 mil quilômetros que nos levarão até a cidade mais populosa do Estado do Acre, com 335.796 habitantes. 

Rio Branco é a primeira cidade da edição 2011 do Movimento pela Saúde Masculina. De 22 a 26 de março, nossa carreta adaptada em consultório ficará na Praça Eurico Dutra (Av. Getúlio Vargas, s/n), das 9 às 17 horas. Médicos urologistas darão orientação gratuita sobre doenças relacionadas à próstata, disfunção erétil, DAEM (Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino), ocorrências comuns entre os homens.

Para quem chega agora ao Blog da Caravana, o Movimento pela Saúde Masculina é um projeto idealizado pela Sociedade Brasileira de Urologia, que desde o ano passado percorre cidades brasileiras prestando o serviço de orientação médica gratuita e conscientizando o homem sobre a importância de consultas e exames preventivos.  Dados revelam que eles vivem em média 7 anos a menos que as mulheres por não darem a atenção devida ao acompanhamento médico, que deve ser feito desde sempre, mas principalmente a partir dos 40 anos.

Em 2010 a caravana visitou 22 cidades brasileiras das regiões Sul, Sudeste, Centro Oeste e Nordeste e recebeu a participação de 10 mil homens. Este resultado levou a campanha a outros patamares, o que gerou um novo roteiro, agora por cidades do Norte e Nordeste.   

Até o início de maio, passaremos por Porto Velho (RO), Manaus (AM), Belém (PA), São Luis (MA) e Teresina (PI). Em nosso site você encontra o cronograma com datas e endereços, além de informações sobre as doenças abordadas pela campanha. Aqui, no Blog da Caravana, você verá o dia a dia da campanha, detalhes e curiosidades sobre as cidades visitadas, além de dicas médicas, depoimentos e informações sobre a saúde do homem. 

Está dado o recado! Siga o Movimento pela Saúde Masculina no Twitter: @saude_masculina. Espalhe esta idéia! Qualidade de vida e saúde para os homens é o que nós queremos!

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Melhor qualidade de morte

19 de agosto de 2010.

O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) não é novidade, é um índice conhecido por todo o mundo. A novidade atualmente é o Índice de Qualidade de Morte que avalia os cuidados aos pacientes terminais no mundo todo. São chamados desta maneira doentes em que não há mais possibilidade de cura ou de estender a vida. Então, são submetidos aos cuidados paliativos, nos quais o objetivo é gerar conforto, tanto físico como mental, ao paciente e aos seus familiares.

Para calcular o índice recém-criado, indicadores qualitativos – baseados na avaliação individual de cada país em quesitos como conscientização pública sobre serviços e tratamentos disponíveis a pessoas no fim de suas vidas e disponibilidade de remédios e de paliativos – e quantitativos – como taxas de expectativa de vida e de porcentagem do PIB gasta em saúde se dividem por quatro categorias: ambiente, acesso, custo e qualidade dos cuidados paliativos. Dados como parte do PIB gasto com saúde, expectativa de vida e número de médicos por morte não acidental, compõem o ambiente. O acesso consiste em ver se há políticas públicas, assim como o número de serviços disponíveis. Para o custo, interessa saber se há ou não financiamento público de serviços para estes pacientes. Facilidades no acesso a analgésicos, transparência na relação do profissional de saúde e paciente e treinamento dos estudantes de medicina em cuidados paliativos, são verificadas no quesito qualidade.

De acordo com a Aliança Mundial de Cuidado Paliativo, mais de 100 milhões de pacientes e familiares precisam de acesso a tratamentos paliativos anualmente, mas apenas 8% os recebem. Segundo o estudo realizado pelo periódico The Economist , das 40 nações analisadas, o Brasil ficou em antepenúltimo no índice de qualidade de morte. Perdeu apenas para Uganda e Índia, esta última considerada o pior lugar para morrer. O melhor lugar para morrer ficou com o Reino Unido, seguido da Austrália e da Nova Zelândia. Outros países desenvolvidos, no entanto, tiveram desempenhos ruins no ranking, como Dinamarca (22ª), Itália (24ª) e Finlândia (28ª). “Muita gente, mesmo em países que tem sistemas de saúde excelentes, sofrem com mortes de baixa qualidade, mesmo quando a morte vem naturalmente”, disse a pesquisa.

Em muitos casos, segundo a Economist Intelligence Unit, isso ocorre porque a qualidade e a disponibilidade do tratamento paliativo antes da morte são baixas, e há deficiências na coordenação entre diferentes órgãos e departamentos para políticas sobre como lidar com a morte.

A pesquisa, encomendada pela Fundação Lien, uma organização não-governamental de Cingapura, aponta sugestões práticas que podem melhorar a qualidade da morte, como melhorar a disponibilização de medicamentos analgésicos. “O controle da dor é o ponto de partida de todo o tratamento paliativo e a disponibilidade de opiáceos (morfina e equivalentes) é fundamental para o cuidado no fim da vida”, diz o relatório. “Mas, no mundo, estima-se que cinco bilhões de pessoas não tenham acesso a opiáceos, principalmente por causa de preocupações sobre uso ilícito de drogas e tráfico.”

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Mais um inimigo do homem: o tabaco

4 de agosto de 2010.

Muitos estudos desenvolvidos até o momento evidenciam sempre o mesmo: o consumo de derivados do tabaco causa quase 50 doenças diferentes, dentre elas a impotência sexual no homem. No Brasil são 200 mil mortes por ano causadas pelo tabaco. Em 2005, o câncer foi responsável por 7,6 milhões de mortes no mundo, ou seja, 13% de todos os 53 milhões de óbitos registrados naquele ano.

A ocorrência da disfunção erétil no homem não fumante gira em torno de 2,2%, numa avaliação apenas com tabagistas esse índice sobe para 40%. Quanto maior o número de cigarros consumidos, maior a chance do fumante ter problemas na performance sexual. E não são apenas homens idosos que sofrem de impotência, homens jovens são afetados também.

Uma ereção perfeita requer um fluxo sangüíneo perfeito. No pênis, o volume sangüíneo precisa chegar em quantidade suficiente ao que chamamos de corpo cavernoso para que ele aumente o seu diâmetro e determine assim a ereção. Ocorre que, no fumante, esse fluxo está continuamente diminuído porque a nicotina – a mais famosa das 4.720 substâncias contidas na fumaça do cigarro – é um potente agente vasoconstrictor que atua diretamente na musculatura do vaso, produzindo uma importante redução no calibre da artéria cavernosa, responsável pela irrigação peniana. A redução da luz dos ramos dessa artéria em 25% já é suficiente para provocar a disfunção erétil.

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 1 bilhão de homens), sejam fumantes. Pesquisas comprovam que aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fumam. Caso as atuais tendências de expansão do seu consumo sejam mantidas, os números aumentarão para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030, sendo metade delas em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos) (WHO, 2003).

O fumo também aumenta o risco de ataque do coração, problemas respiratórios, câncer do pulmão e outros tipos. Porém, ao parar de fumar, o risco de ter essas doenças vai diminuindo gradativamente e o organismo do ex-fumante vai se restabelecendo.

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Realmente é para bater palmas

4 de agosto de 2010.

“Sabe por que eu peguei mais que um panfleto? Porque eu vou convencer 3 ou 4 amigos que estão na minha idade, tem um bom nível financeiro para viver, tem um bom nível social e ainda estão presos a vergonha.”

Consciente da importância da prevenção, o Sr. Carlos Ferreira, 58 anos, engenheiro mecânico e elétrico, acha que “o homem deveria vir a força, mas no bom sentido”. Porque o homem mais velho nunca teve orientação sobre a necessidade da prevenção, diferente da mulher, mesmo assim ele diz que “tem menina que tem vergonha de perguntar pra mãe e o menino vai saber das coisas na rua porque também tem vergonha de falar com o pai. Isso é cultural”.

Ele fala do homem que trabalha pesado, não tem tempo para comer e adquire um péssimo hábito alimentar. Quando ele chega em casa, cansado, não tem o prazer de aproveitar a família e no seu dia de folga que ele poderia passear com a esposa e os filhos, ele não tem essa vontade, o que gera uma indisposição familiar. Falta a esse homem a orientação porque, às vezes, ele não possui nem o nível fundamental de ensino. Cabe às prefeituras, aos governos e às secretarias municipais de saúde orientá-lo. Essa orientação também deveria começar na escola.

Sr. Carlos elogia o Movimento pela Saúde Masculina e acredita que com esse tipo de ação, muitas coisas podem melhorar para os homens. “Bato palmas para essa atitude.” – finaliza.

Sr. Carlos com os panfletos do Movimento no bolso.

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Homem também fica doente

3 de agosto de 2010.

Ontem, dia 2 de agosto, aconteceu o 1º Fórum Nacional sobre Atenção Integral à Saúde do Homem, em Hortolândia, município da região metropolitana de Campinas. Organizado pelas cinco sociedades médicas: SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), FBG (Federação Brasileira de Gastroenterologia), SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia) e SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia) com o intuito de elaborar um documento com as principais reivindicações referentes às políticas para saúde do homem e as apresentar ao Ministério da Saúde, em novembro, quando acontecerá um fórum nacional organizado pelo próprio Ministério para reavaliar e quantificar todas as ações que ele já conseguiu desenvolver ao longo desses 18 meses da Política Nacional da Saúde do Homem que foi lançada em 2009 para contemplar os homens entre 20 e 59 anos.

Segundo o Ministério da Saúde, 75% dos problemas de saúde que afetam a população masculina estão ligados às áreas de urologia, cardiologia, pneumologia, gastroenterologia e psiquiatria.

Estavam presentes representantes do Ministério da Saúde e das Secretarias Municipais da Saúde, além dos representantes das sociedades médicas envolvidas no fórum, dentre eles, o Dr. Sandro Faria, urologista, que está sendo o porta-voz do Movimento pela Saúde Masculina, em Campinas. Ele explica que nunca houve uma política pública voltada para os homens e o fórum serviu para discutirem soluções, oportunidades e mecanismos para as sociedades médicas ajudarem o Ministério da Saúde a implantar essa política específica.

As principais reivindicações são relativas ao atendimento e à educação da população para a saúde do homem, treinamento de profissionais e criação de centros de referência para tratamento e pesquisa em diferentes especialidades médicas envolvidas no setor. “Primeiro é preciso conscientizar, orientar e educar a população porque esses homens, dos 20 aos 59 anos, não estão acostumados a ir ao posto de saúde, eles não fazem prevenção, culturalmente eles se sentem incapazes de ficar doentes. E eles são vítimas de violência, de alcoolismo, de tabagismo, das doenças cardíacas e das doenças prostáticas principalmente.” – comenta.

Foram discutidos mecanismos para estimular o homem a procurar o posto de saúde para fazer a sua prevenção. “Mas não adianta só ele procurar o posto, o posto tem que ter estrutura para recebê-lo. Ele tem estrutura para receber a mulher, a gestante, a criança e o idoso, o homem é o último da fila no posto de saúde. Não adianta apenas criar demanda, o sistema público tem que estar preparado para absorver esses novos pacientes.” – explica. Com isso, discutiu-se a possibilidade de ampliar o horário de atendimento do posto de saúde para às 22 horas porque esses homens são produtivos e eles têm dificuldade de falar ao seu patrão que precisa sair do trabalho para ir ao médico, então se ele tem a oportunidade de sair do trabalho e o posto de saúde ainda estar atendendo, talvez o seu acesso seja maior.

As organizações esperam ter um posicionamento do governo federal em relação aos recursos e ações necessárias para melhorar o atendimento e a saúde masculina no Brasil.

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Sistema de saúde amadurecido

3 de agosto de 2010.

Dr. Sandro Faria (foto: Danny Yin)

“Campinas está na frente em relação a outras cidades porque foi a cidade escolhida como piloto para o desenvolvimento da Política Nacional da Saúde do Homem feito pelo Ministério da Saúde.” – conta o urologista, Dr. Sandro Faria, responsável pelo Departamento de Educação Continuada e pelo Departamento de Responsabilidade Social da Sociedade Brasileira de Urologia e que trabalha no Hospital Vera Cruz em Campinas.

A SBU da região metropolitana de Campinas faz parte da seccional do estado de São Paulo e conta com mais de 100 urologistas, todos eles foram convidados a prestigiar o Movimento pela Saúde Masculina e alguns deles farão o atendimento na carreta. A cidade também possui quatro serviços importantes de residência em Urologia.

O município tem um sistema público de saúde bastante amadurecido e conta com pelo menos 10 postos de saúde com atendimento em saúde urológica direcionada, fazendo parte da Política Nacional da Saúde do Homem. “Esse tipo de atendimento é modelo no país, mas ainda está aquém da necessidade da população. É preciso aumentar o número de atendimentos e ainda melhorá-lo.” – explica o doutor.

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